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terça-feira, 22 de março de 2016

Lava Jato: empresário do Piauí presta depoimento na PF e nega acusações

O empresário Lourival Ferreira Nery Junior foi ouvido na sede da Polícia Federal do Piauí na manhã desta terça-feira (22) para esclarecer pontos da operação Lava Jato. O advogado que o acompanhou, Hilbertho Evangelista, confirmou que o depoimento durou cerca de 15 minutos. 
"Ele é inocente, não tem nada de concreto contra ele. O depoimento foi rápido, demorou cerca de 15 minutos, saindo por volta das 7h40 da manhã da sede da polícia. O Lourival não é indiciado, não está sob investigação, ele veio para esclarecer um fato que o nome dele surgiu em determinadas conversas, mas ele não conhecia ninguém dos que foram citados", declarou. 
Ele não deu detalhes do teor do depoimento, alegando que a operação está sob sigilo. O portal Cidadeverde.com apurou que o delegado que ouviu o empresário foi Albert Sérvio de Moura e um delegado do Paraná.
Lourival Nery foi diretor financeiro da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), vinculada ao Ministério das Cidades. Em investigação da PF, ele é apontado como lobista da empresa Allsan Engenharia, na operação Águas Claras, deflagrada em 2012. 
Durante todo o depoimento, Lourival Nery negou as acusações, declarando-se inocente. 

Matéria original
Um empresário foi conduzido coercitivamente à sede da Polícia Federal do Piauí, na 26ª fase da Operação Lava Jato, que foi deflagrada nesta terça-feira (22) no Piauí e outros 8 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco.
Nesse momento o delegado Alexandre Uchôa, titular do combate ao crime organizado da PF, está colhendo o depoimento do empresário. A assessoria de Imprensa da Polícia Federal do Piauí informou que está sendo cumprido apenas este mandado de condução coercitiva. De acordo com a assessoria, o delegado do Paraná comunicou aos policiais do Piauí que o empresário fosse ouvido e depois liberado. 
Não há mandados de busca e apreensão para o Piauí.
Nas primeiras horas da manhã de hoje, a PF divulgou nota informando sobre a 26ª fase, intitulada Operação Xepa. Cerca de 380 Policiais Federais cumprem 110 ordens judiciais, sendo 67 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva, 11 mandados de prisão temporária e 4 mandados de prisão preventiva.
A nota informa ainda que os trabalhos desenvolvidos nesta manhã são um desdobramento da 23ª fase, tendo em vista que, em decorrência da análise de parte do material apreendido, descortinou-se um esquema de contabilidade paralela no âmbito do Grupo Odebrecht, destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros, vários deles com vínculos diretos ou indiretos com o poder público em todas as esferas. O material indicou a realização de entregas de recursos em espécie a terceiros indicados por altos executivos do Grupo Odebrecht, nas mais variadas áreas de atuação do conglomerado empresarial. Segundo a Polícia Federal, há indícios concretos de que o Grupo Odebrecht se utilizou de operadores financeiros ligados ao mercado paralelo de câmbio para a disponibilização de tais recursos.
Os investigados responderão, dentre outros, pelos crimes de corrupção, evasão de divisas, organização criminosa e lavagem de ativos. Os investigados conduzidos coercitivamente serão ouvidos em suas respectivas cidades, enquanto os presos serão levados  para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Às 10h, a Polícia Federal dará coletiva de imprensa em Curitiba para explicar as ações. Não haverá coletiva de imprensa em Teresina. 
 
Flash de Yala Sena
Redação de Jordana Cury e Maria Romero
redacao@cidadeverde.com

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