"Ele
é inocente, não tem nada de concreto contra ele. O depoimento foi
rápido, demorou cerca de 15 minutos, saindo por volta das 7h40 da manhã
da sede da polícia. O Lourival não é
indiciado, não está sob investigação, ele veio para esclarecer um fato
que o nome dele surgiu em determinadas conversas, mas ele não conhecia
ninguém dos que foram citados", declarou.
Ele não deu detalhes do teor do depoimento, alegando que a operação
está sob sigilo. O portal Cidadeverde.com apurou que o delegado que
ouviu o empresário foi Albert Sérvio de Moura e um delegado do Paraná.
Lourival Nery foi diretor financeiro da
Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), vinculada ao Ministério
das Cidades. Em investigação da PF, ele é apontado como lobista da
empresa Allsan Engenharia, na operação Águas Claras, deflagrada em
2012.
Durante todo o depoimento, Lourival Nery negou as acusações, declarando-se inocente.
Um empresário foi conduzido
coercitivamente à sede da Polícia Federal do Piauí, na 26ª fase da
Operação Lava Jato, que foi deflagrada nesta terça-feira (22) no Piauí e
outros 8 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande
do Sul, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco.
Nesse momento o delegado Alexandre
Uchôa, titular do combate ao crime organizado da PF, está colhendo o
depoimento do empresário. A assessoria
de Imprensa da Polícia Federal do Piauí informou que está sendo cumprido
apenas este mandado de condução coercitiva. De acordo com a
assessoria, o delegado do Paraná comunicou aos policiais do Piauí que o empresário fosse ouvido e depois liberado.
Não há mandados de busca e apreensão para o Piauí.
Nas primeiras horas da manhã de hoje, a
PF divulgou nota informando sobre a 26ª fase, intitulada Operação Xepa.
Cerca de 380 Policiais Federais cumprem 110 ordens judiciais, sendo 67
mandados de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva, 11
mandados de prisão temporária e 4 mandados de prisão preventiva.
A nota informa ainda que os trabalhos
desenvolvidos nesta manhã são um desdobramento da 23ª fase, tendo em
vista que, em decorrência da análise de parte do material apreendido,
descortinou-se um esquema de contabilidade paralela no âmbito do Grupo
Odebrecht, destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros,
vários deles com vínculos diretos ou indiretos com o poder público em
todas as esferas. O material indicou a realização de entregas de
recursos em espécie a terceiros indicados por altos executivos do Grupo
Odebrecht, nas mais variadas áreas de atuação do conglomerado
empresarial. Segundo a Polícia Federal, há indícios concretos de que o
Grupo Odebrecht se utilizou de operadores financeiros ligados ao mercado
paralelo de câmbio para a disponibilização de tais recursos.
Os investigados responderão, dentre
outros, pelos crimes de corrupção, evasão de divisas, organização
criminosa e lavagem de ativos. Os investigados conduzidos
coercitivamente serão ouvidos em suas respectivas cidades, enquanto os
presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em
Curitiba.
Às 10h, a Polícia Federal dará coletiva de imprensa em Curitiba para explicar as ações. Não haverá coletiva de imprensa em Teresina.
Flash de Yala Sena
Redação de Jordana Cury e Maria Romero
redacao@cidadeverde.com
Redação de Jordana Cury e Maria Romero
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